• Labirinto Artístico-Filosófico 1260
    A esfera e o elefante.
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    A árvore das letras e a estrutura topológica.
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    A experiência do pensar de Martin Heidegger.
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    O objeto topológico e a abertura de mundo.
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    Muito antes de Platão.
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    A eXperiência de Horkay.
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    Um caminho topológico.
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    As nuvens do pensar e poetar.
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    As esferas numinosas que singram o horizonte de meu desejo.
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    Aparentemente um lugar fechado...
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    Revelam-se olhares e im@gens que pensam.
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    Na perspectiva do horizonte, vemos o encontro com o real.
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    A eXperiência estética é forma fundamental do ser.
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    A permanência do guardião topológico.
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    Arte e encontro. Surpresa.
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    A esfera aguardando seu destino.
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    O sentimento de solidão.
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    A mosca é tão pequena.
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    Erschlossenheit.
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    A árvore das letras e a aparição da poesia.
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    O encontro com o perigo.
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    Indicando lugares do pensar em mundos de representação.
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    O mestre e a eXperiência Zen.
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    A eXperiência de Barbosa e o seu destino de ciberliteratura.
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    A eXperiência estética na leitura de Horkay.
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    Quando cantas e quando tocas, muitas imagens produz.
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    Palavra, poesia e pensar na ciberliteratura.
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    Quando a hipérbole se torna um objeto topofilosófico.
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    Quando o abandono é abertura.
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    O encontro da planta com a sua natureza de lexia.

O pensamento que pensa o pensamento é um pensamento que se torçe sobre si mesmo e desiste de seu caminho reto. Essa frase é o leitmotiv deste vídeo-textura e condensa a leitura de Heidegger em seu Seminário Heráclito (Band 55, 1943-1944). Aprendemos com ele que o jogo faz brilhar o que estava oculto (32) - arco e flecha se encontram na Lichtung.

     
 

Este talvez seja o vídeo mais simples de todos. Nele a textura-sonora elaborada por Bairon recebe dois elementos que se organizam de forma cíclica e continuada, repetitiva, estruturando uma ênfase, tal como ocorre na paisagem sonora.

Os dois elementos são: o pano aberto que forma o quimono do ator e o ator deslocando-se lentamente para frente da câmera. O enigma e sentido aqui são dados pelo elemento da repetição, tal como no axioma lacaniano que diz que um significante é o que representa um sujeito para outro significante - retorno assim, ao mesmo lugar, ao ponto de partida realizando uma revolução. As sobreposições do áudio, como o som de uma cachoeira, trazem para mais perto a própria estrutura cíclica em questão.

     

A imagem que forma a textura-conceitual "O pensamento que pensa o pensamento: repetição" organiza o fundo sígnico padrão com a presença do rosto do jovem Heidegger e a sobreposição de panos de quimonos para o ator Nô. Os panos abertos funcionam como elementos que são dados ao pensamento, o qual se torce sobre si mesmo - tal como o pano do quimono tem de ser dobrado para servir ao ator, desistindo de seu caminho reto. Os olhos observam aquilo que a alma sente.

 

Luís Carlos Petry. Pesquisador e professor no Programa de Pós-graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (MD) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil (PUCSP). Filósofo e artista digital. Formação no Liceu de Artes Casa Velha (Novo Hamburgo, RS). Formação em Filosofia Hermenêutica com Ernildo Stein (UFRGS/PUCRS). Formação em psicanálise no Centro de Estudos Freudianos do Brasil. Doutor em Comunicação e Semiótica (2003), pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUCSP. Pesquisador do NuPHG, Núcleo de Pesquisa em Hipermídia e Games da PUCSP e do Cedipp (ECA-USP), Centro de Comunicação Digital e Pesquisa Partilhada.